Cenário : Élan, Moata, Lhon e o extrativismo tallemariano


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O Império de Karis surgiu sobre os escombros de antigas civilizações, entre as quais os tallemari (ou tallemarianos) uma civilização avançada, praticantes de alta magia, que veio de além mar espalhando colônias por todo o continente. As colônias tallemarianas tinham como objetivo a captura de escravos dhäeni e a exploração de recursos naturais, entre os quais, os mais preciosos certamente, eram as gemas élantari, a seda de lhon e o fruto da árvore moata. Muitos já tentaram produzir estes três itens fora do continente, mas seu cultivo se deve principalmente a abundancia de élan da região.

A árvore moata cresce somente nas regiões onde o élan é mais forte. Os dhäeni, que foram os primeiros a cultuar tais árvores, foram também os primeiros a perceber a sua relação com o élan, considerando-as sagradas. Segundo os dhäeni, através de suas folhas a grande canção emanava para o mundo. A árvore moata produz o moa (Ou moata, fruta-carne, fruta-pão, fruta-dhäen), um fruto de formato oval e casca grossa, com uma polpa vermelha bastante agradável, que é uma das bases da alimentação dhäeni. É essa polpa adocicada que atrai a vespa-maghoe (ou vespa-de-sangue, espadachim-escarlate) que produz uma espécie de mel que endurece como o âmbar e que é cortado para produzir as gemas élantari.

A importância do élan para a sociedade tallemari é evidente. A supremacia do império tallemari se deveu sobretudo a sua habilidade nas artes místicas, das quais o élan é o único combustível.

No processo de produção do âmbar das vespas-maghoë, o élan ambiente acaba preso na sua forma cristalina, tornando-o um item muito cobiçado por feiticeiros e artesãos na produção de objetos mágicos. A extração deste âmbar é extremamente perigosa. Uma picada de uma única vespa-maghoe é capaz de matar um animal pequeno, ou uma criança. A dor descrita por aqueles que sobreviveram a sua picada é de sentir o sangue congelar e ferver em ondas, levando a febre alta e convulsão. Três picadas são o suficiente para matar mesmo um adulto grande.

A vespa-maghoe atraí outra criatura. A aranha de lhon. As aranhas de lhon tem uma cor purpura e costumam viver em grandes colônias nas copas da árvore moata, as vezes cobrindo toda a copa de suas árvores com camadas e mais camadas de teia. É essa teia de filamento grosso que é usado para produzir a seda de lhon, um tecido extremamente forte e leve. A maior propriedade da seda de lhon, porém, não é física. Ela funciona como isolante místico, sendo usada comumente como proteção por reis e feiticeiros. Ela também é usada na confecção de alguns objetos místicos, protegendo o usuário do contato com efeitos nocivos. A extração do lhon do emaranhado de folhas da árvore moata não é simples. Somente os dhäeni dominam completamente o processo.

O veneno da aranha de lhon mata um homem em alguns minutos, o que lhes rendeu o apelido de aranha-testamenteira, ou aranha-últimas-palavras. Não existem casos de sobreviventes. Os dhäeni, por outro lado, tem uma resistência natural ao veneno, que pode incapacita-los e adoecê-los, mas normalmente não chega a mata-los, salvo casos mais graves.

O comércio de escravos dhäeni, de fruta moata e seda de lhon enriqueceram os colonizadores tallemari, mas o império chegou ao fim com a rebelião das colônias e a ruína de Tallemar. Os poucos sobreviventes do império fundaram o reino de nova Tallemar, no extremo oriente do continente, banhado pelo mar de monstros, mas esse reino jamais chegou ao poderio do antigo império.

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