Cenário : A Ordem dos Magistrados – Parte 1


A Origem

"Queen of Monarchy" arte de Junbba

“Queen of Monarchy” arte de Junbba

Após a consolidação do Império de Karis em 1289, com o fim do terceiro ciclo expansionista, o Império viveu alguns anos de paz e crescimento, graças aos esforços diplomáticos dos imperadores seguintes. Naqueles primeiros anos de paz, porém, conflitos e rebeliões ainda eram algo comum nos territórios onde as casas nobres tinham mantido seus títulos. Embora os votos de lealdade de seus governantes os obrigassem a defender as leis do Imperador, na prática estas leis eram obedecidas ou ignoradas de acordo com a conveniência de cada regente e a culpa pelas injustiças e altos impostos eram comumente creditadas ao Imperador, incentivando a população a tomar em armas contra ele.

No ano de 1312, depois da morte de seu marido, a Imperatriz Bellisa chegou ao poder com algumas idéias sobre como mudar esse cenário. Devota de Kimpus Thedeon, o Senhor da Justiça, Bellisa fundou a Ordem dos Magistrados do Império, dando ao seu colegiado a tarefa de unificar o livro das leis e implantá-la por todo o o território de Karis. A missão era ousada e visava garantir que mesmo a população nos ermos do Império, fossem agraciados pela sua justiça.

Os primeiros recrutas da Ordem dos Magistrados foram encontrados na Ordem dos Cavaleiros de Kimpus, um grupo de soldados que haviam feito voto de pobreza e obediência, para trazer justiça divina aos mais humildes. Estes cavaleiros receberam o poder de julgar todos os cidadãos em território imperial, dando a todos um julgamento justo e uma sentença clara.

A presença da Ordem dos Magistrados não tardou a incomodar reis e nobres, que até aquele momento eram a única lei em seus territórios e os conflitos se tornavam muitas vezes sangrento, com o envolvimento do exército imperial para assegurar a manutenção da lei. Lentamente, porém, a Ordem ganhou adeptos entre as camadas mais simples da população, que passaram a apoiá-los em seus julgamentos. Já os nobres,  continuavam a ignorar seus julgamentos, vivendo a vida da mesma forma de sempre.

Bellisa sabia ela não conseguiria implantar sua constituição a menos que pudesse condenar um nobre por seus crimes, assim como a população comum vinha sendo punida, mas tal julgamento parecia impossível a medida em que reis e nobres exerciam poder de vida e morte sobre suas vítimas e testemunhas.  Isso tudo mudaria com um caso que revoltou tanto nobres quanto plebeus.

O Monstro de Gilles

"Falconer", arte de Cristi Balanescu

“Falconer”, arte de Cristi Balanescu

Bellisa não chegou a ver seu sonho se tornar realidade, mas cinco anos após a sua morte, A Ordem dos Magistrados do Império julgou e condenou a decapitação, o Monstro de Gilles, responsável pela morte e de 39 crianças (o número exato nunca foi confirmado, dhun Jhomm de Rhan, o Monstro de Gilles, dizia em confissão que havia perdido o número de vítimas, mas que estimava ter matado mais de duzentas crianças ao longo da vida), seu julgamento foi feito de forma pública e levou um mês inteiro. Durante o julgamento do nobre, testemunhas desapareceram ou mudaram de ideia, provas foram destruídas e somente a perseverança e carisma do jovem magistrado, Aleor Druss, que conseguiu unir tanto os plebeus como alguns nobres menores, foi capaz de condenar dhun Jhomm a morte. A sentença, porém, não foi executada imediatamente, uma vez que a família do nobre o libertou a prisão.

A fuga do Monstro de Gilles, levou a mais incrível perseguição que se tem história, atravessando metade do Império ao longo de dois anos, até que ele foi finalmente capturado e levado de volta para casa. Muito ferido, Jhomm tinha esperança de morrer antes de ter sua sentença executada, mas o magistrado Aleor sabia que aquela história só chegaria ao fim se o nobre fosse morto diante dos seus. A pequena cidade de Gilles recebeu reis e nobres de todos os cantos do Império para ver a execução e quando o carrasco levantou seu machado, Rhan implorou pela sua vida como uma criança.

Em 1340, mesmo ano da morte do Monstro de Gilles, a Ordem dos Magistrados julgou e condenou outros 3 nobres, por desrespeitar as leis do Império. As penas variaram entre pagamento de enormes compensações financeiras, até a perda de título e terras. No ano seguinte, foram dez nobres condenados. Com o passar dos anos, Bellise conseguiu o que queria, fornecendo uma só justiça a todos os cidadãos do Império e por sua importância na história da Ordem e do Império a imagem da Imperatriz está presente em todos os Palácios da Justiça.

Na segunda parte desse artigo nos vamos falar sobre a organização e hierarquia da Ordem.

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Uma resposta para “Cenário : A Ordem dos Magistrados – Parte 1

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